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É necessário acreditar
Há 298 anos atrás nascia na terra do uísque, a Escócia, um menino risonho e gordinho. Era mais um britânico para servir a rainha. Ele cresceu até que chegou à idade dos "porquês", onde as crianças querem saber o motivo de tudo. E de lá não saiu. Ficou até morrer com essa mania de duvidar das coisas, o que concedeu ao aniversariante de hoje, David Hume, o título de maior filósofo britânico da história. Lógico, uma coisa não viria sem a outra: já que a filosofia é um questionamento sem fim, onde se responde sempre com outra pergunta, podemos dizer que Hume nasceu para ela. Esse ponto de interrogação que residia na mente de David fez com que ele se aprofundasse em duas vertentes filosóficas: o ceticismo em terra e o agnosticismo no céu. Ou seja, aqui ele duvidava de todos que gritavam "eureka!". Ia correndo perguntar "será que é 'eureka' mesmo?". Não tem nada mais desanimador. Na religião, ele, como agnóstico, achava que era impossível definir a existência de um Ser superior, então ficava sem acreditar em nada. Bem ranzinza nosso amigo. "Cerebrando" o exemplo de Hume, acredito que se nós fizermos da vida um questionamento sem fim e não ter nada como verdade, ela também não terá fim, não terá propósito. Aí ficamos assim: mais perdidos que surdo em bingo aqui na Terra. Ter certeza de que nada é certo não deve fazer bem, no mínimo deixa de mau-humor. Cada um tem direito de viver do jeito que bem entender, mas eu recomendo: acredite no que quiser, mas resolva por algo. Sua consciência agradece, e você poderá deitar a cabeça no travesseiro e dormir em paz.
Escrito por Vinícius às 20h20
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Muitas palavras, nenhum sentido
No mundo atual, a poluição não está só na água, no ar e na terra. Está também em frente aos nossos olhos. E, principalmente, aquela que não podemos ver, mas chega aos nossos ouvidos e os entope, os abafa e complica seu funcionamento. Quando há muito barulho em volta, fica difícil escutar se alguém tem algo importante a dizer. E hoje é assim: falam o rádio, a TV, a propaganda-volante, nós mesmos - sim, as pessoas hoje em dia andam "com a matraca aberta", como diria nossas avós, e falam até quando não é necessário. Poucos dias atrás eu "cerebrava" a comunicação, e como ela é importante para nossas vidas. Mas todo excesso faz mal. E hoje quero destacar o oposto daquilo, que também é fundamental para nossas vidas. Estamos no Dia do Silêncio, que de acordo com o bom e velho Houaiss significa "ausência ou cessação de ruído, agitação". Como vivemos agitados e como geralmente toda agitação é fútil, sem sentido, sem um porquê. Vamos nos comunicar, dizer o que pensamos, escutar nossa música, mas vamos dar a importância ao silêncio, que é a ponte para o que está além desse mundo. Ou cairemos na cilada de ter um espírito cheio de barulho, que se for tirado dali, não sobrará nada. E mais do que tudo, saber ficar em silêncio é saber ouvir. Silenciemos por um instante hoje, mesmo que seja no meio de um engarrafamento no trânsito ou de um estádio de futebol e escutemos o que nós mesmo temos a dizer.
Escrito por Vinícius às 20h04
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Um império vacilando
A rede mundial de computadores, Internet, foi inventada pelas forças armadas dos EUA há algumas décadas, e foram as universidades de lá que levaram-na para o povão comum. Sua área de atuação foi crescendo tanto, que hoje em dia se considera que ela faz parte indispensável da 3ª Revolução Industrial, que levou a globalização ao máximo de usa existência. Pra quem, no começo desse novo milênio, já achava a grande rede uma maravilha, não sabia o que vinha por aí. Dois rapazes, Sergei Brin e Larry Page, criaram um serviço de busca, que primava pela uncionalidade em detrimento da interface. Foi uma revolução nesse ramo da rede. Mas eles não queriam parar por aí, passaram esse lema para outros setores e adquiriram grandes servidores, deixando o preço de armazenamento de dados no chão. Era o início da chamada Computação em Nuvem. Para o leitor menos avisado, que nunca ouviu falar nisso, saiba que hoje você sem dúvida se utiliza desse sistema. Basta lembrar: até pouco tempo atrás utilizávamos o Outlook para descarregar nossos e-mails no PC porque a caixa de entrada do servidor - que geralmente pagávamos por ela - só armazenava poucos megabytes. Hoje em dia utilizamos webmails que armazenam quantos dados você quiser. Colocamos nossas fotos no orkut. Postamos nossas ideias em blogs. Tudo de graça e sem limite de armazenamento. Isso é a contribuição do Google para a Internet: colocaram em prática a tal da Computação em Nuvem, um sucesso. Eles ganharam zilhões com isso. Mas se a gente parar pra pensar quantos dados fundamentais das nossas vidas deixamos na mão dos caras, é de se assustar. E se dá um "pau" nos servidores deles? A computação não é infalível, pelo contrário, é totalmente exposta a grandes erros. A reportagem de capa da INFO Exame do mês passado falava sobre as falhas que os serviços do Google vêm apresentando desde o fim do ano passado. E eu estou sentindo isso na pele. Meu Gmail não manda mais mensagens. Meu orkut está com os bugs de quando ainda era desconhecido. Meu blog parou de funcionar. Lição de tudo isso? Ninguém é infalível, como já escrevi em outro post aqui. E acho que, principalmente na informática, ninguém é merecedor de receber nossas vidas inteiras de mão-beijada. Fiquem ligados.
Escrito por Vinícius às 22h29
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Águas que lavam a mente
Estamos no outono, a estação que nos tira do calor tropical característico brasileiro e nos traz um frio cada vez maior, para lembrar-nos que estamos abaixo do Trópico de Capricórnio - alguns. Enquanto no verão tudo colabora para uma economia de energia elétrica - até o horário é mudado por causa disso -, no inverno ocorre o contrário: o principal vilão da conta de luz começa a trabalhar como nunca. É quando viramos a chave do chuveiro do "morno" para o "quente" que a coisa complica. Fiz isso no começo dessa semana, mas minha cachoeira doméstica ainda não estava preparada para a ocasião. Queimou a resistência. Desse episódio até a vinda do eletricista para resolvê-lo foram três dias. Três dias de banhos de gato, na água fria, parecendo que você ensaboa com uma lixa e enxágua com uma faca. Aí pensei em como a gente ficou dependente desse negócio de banho, ideia original de nossos indígenas aqui. O cheiro não vai pro espaço se você manter as partes estratégicas sob controle, com lavagens meia-boca. Mas com o passar dos dias fui vendo que a influência maior do banho é psicológica. Sem ele, você vai ficando deprimido e irritado, as energias se acumulam. Então é isso: nossos índios eram gente-fina daquele jeito porque se banhavam todos os dias, e os europeus sempre quiseram guerrear, brigar e se matar porque achavam que um perfuminho bastava. Obrigado, tupi-guaranis!
Escrito por Vinícius às 22h13
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Nova Casa
Sejam bem-vindos, seletos e queridos leitores! Estou realmente indgnado aqui com os serviços do Google ultimamente. Meu Gmail já estava dando problemas, o orkut voltou a ter vários bugs, até que o último dos "moicanos" sobreviventes também cambaleou: o Blogger se recusa até agora a publicar meus textos de ontem. Não sei se é porque criticam o marxismo. Então tentei uma migração para um ambiente que já trabalho, o Wordpress, mas ele também apresentou problemas na importação dos velhos posts. Lembrei-me então de um blog de um amigo, que é hospedado aqui na UOL, e tentei a sorte. Até agora, tudo é um mar de rosas. O template não é das melhores e a interface de adicionamento de posts não é aquela beleza, mas se funciona, é o que importa. Espero que todos se acostumem. Um probleminha simples foi que os posts que estavam no Blogger e foram importados vieram sem título e sem classificações. Coloquei manualmente título nos mais recentes, mas acredito não precisar colocar nos antigos, porque ninguém vai querer fuçar no fundo do baú. Se quiser, volte ao antigo blogspot. As classificações só aparecerão daqui pra frente. Peço desculpas a todos pelo transtorno e espero que continuem me acompanhando nessas loucuras. Abraço a todos. Obs.: até pensei em parar de "cerebrar", mas meus dias teriam um grande buraco. Agradeço ao Pe. Sandro por me colocar nessa iniciativa e também por lembrar-me (involuntariamente) do UOL Blog.
Escrito por Vinícius às 20h43
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Mais que uma ciência, é a vida
*Esse post é de ontem, mas devido aos problemas no Blogger, estou publicando-o hoje. Os animais têm uma série de necessidades básicas que devem ser supridas: alimentação, respiração, excreção, reprodução, comunicação. Sim, comunicar-se é fundamental para a vida de todos os seres a partir de certo desenvolvimento. Prova disso são as formigas, abelhas e cupins, que se unem em grandes comunidades em prol da sobrevivência. E o homem não está muito distante disso. Desde certo período da nossa evolução, formamos sociedades, que nos ajudam a proteger-se e dominar a natureza. Como os hominídeos se mantêm unidos sem (quase nenhum) problema? Comunicando-se, dialogando, trocando informações. Já vale aquele dito “tudo se resolve na base da conversa”. Hoje “cerebramos” o Dia Nacional da Comunicação, e eu, como aprendiz de comunicador, poderia levar tudo isso para o lado científico, acadêmico, demonstrando que comunicar-se é uma ciência, uma arte, ou algo parecido. Mas a própria universidade me ensina que a comunicação é muito mais que isso, é vital, natural e esperado de todo ser humano. É na base do diálogo – que hoje em dia não precisa mais ser rosto-a-rosto, pode ser via telefone, webcam, SMS ou mensagem instantânea – que conseguimos tudo nas nossas vidas, independente do que aspiramos na nossa existência. Se o mundo está todo esfarrapado do jeito que o encontramos hoje, com tantas guerras, disputas e ambições contrárias, é porque em algum momento está faltando comunicação entre as partes. Pois comunicar-se não é só falar, muito pelo contrário, muitos se comunicam só pelos atos que fazem (uma imagem vale mais do que mil palavras), exercer uma comunicação é entender o outro, colocar-se em seu lugar, pois não há diálogo satisfatório onde a soberba impere. Nesse dia marcante, pensemos: quanta importância estamos dando à nossa comunicação ultimamente? Talvez estejamos mais interessados no Willian Bonner do que no nosso vizinho de muro, pensando que só na TV se comunica. Obs.: desculpe pela repetição da palavra “comunicar” e suas variantes. Isso acontece porque ela não tem sinônimos, é única e fundamental em nossas vidas.
Escrito por Vinícius às 20h36
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Trabalhadores no comando. Dá certo?
*Esse post é de ontem, mas devido aos problemas no Blogger, estou publicando-o hoje. O mundo sofreu uma grande reviravolta a partir do século XVI, o que é constantemente lembrado por mim aqui: saímos de uma sociedade baseada numa agricultura de subsistência para entrar no sistema industrial, capitalista e burguês que conhecemos hoje (quando falo "mundo", entenda-se a parte do planeta que nos influenciou, a Europa). Nessa época os trabalhadores do campo foram recrutados para as cidades para trabalhar nas manufaturas, evento conhecido como Revolução Industrial, que começou na Inglaterra. O grande problema para esses trabalhadores é que eles não tinham um Getúlio Vargas para consolidar as leis trabalhistas, então se submetiam a rotinas de trabalho estafantes, sem direito algum - esqueça férias e 13º - e ainda ganhando um salário de miséria. A situação desse povão comoveu alguns pensadores que viriam por aí. O principal sociólogo que parou pra pensar nesse pessoal, dando-lhes até um nome - "proletariado" -, faz aniversário hoje. No dia 5 de maio de 1818 nascia Karl Heinrich Marx, que deixou um grande legado nesse assunto de exploração dos mais pobres, sendo lembrado por nove em cada dez pessoas da face da terra que já sentaram-se num banco escolar. Foi ele o responsável por tornar a palavra "burguês" uma ofensa. A razão disso é que o alemão achava que os burgueses que controlavam os meios de produção - as fábricas - se enriqueciam às custas da força de trabalho dos proletários, que vendiam seu suor em troca de uma mixaria, o que não deixa de ser verdade. A saída para resolver tudo? Colocar os trabalhadores no poder. A grande prova de tudo que Marx disse em vida foi quando um bando de amigos russos resolveram colocar em prática suas ideias naquele país. Aí percebeu-se suas limitações, e que o regime da "ditadura do proletariado" era uma ditadura como qualquer outra, e os pobres mudavam quando estavam no comando, como qualquer um. Muitos acreditam que o erro não está nas idéias do barbudo Karl, mas sim na execução errada por parte dos russos. Eu acredito nisso em parte, mas uso-me de um ideal anarquista para designar o que aconteceu: onde existe um governo, na mão de quem quer que seja, não dá certo.
Escrito por Vinícius às 20h35
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"O Homem forte do Reino Unido"
Essa frase foi dita por Ronald Reagan, então Presidente dos EUA, referindo-se a um dos primeiro-ministros mais conturbados da história das ilhas da rainha. E não era um líder qualquer, era a líder, a primeira mulher a assumir o comando na história da Coroa Britânica, Margaret Thatcher. Nome muito conhecido da história política mundial, ela ainda resiste bravamente à ação do tempo, no auge dos seus 83 anos. Hoje "cerebramos" os 30 anos de sua posse como primeira-ministra, iniciando uma liderança de onze anos, até 1990. Sobre seu governo, cabe falar que Margaret é do partido conservador e foi praticamente uma mistura de Sarney, Collor e Itamar no Reino Unido: quando pegou o governo, tinha nas mãos a tarefa de controlar a inflação. Não conseguiu, muito pelo contrário, e ainda os índices de desemprego foram um dos maiores registrados por lá na história. Mas quero levar isso para um lado ao mesmo tempo mais pessoal e mais generalizado daquele país. Essa querida senhora não é mais chefe de Estado, não faz parte mais da Câmara dos Comuns, mas integra a Câmara dos Lordes. E não é qualquer lorde não: Thatcher tem nada menos que cinco títulos de nobreza, sendo o mais importante deles a de baronesa. Chamem-na de Baronesa Thacher de Kesteven, por favor. Tudo isso porque ela dizimou nossos hermanos argentinos na Guerra das Malvinas, única coisa que prestou - do ponto de vista britânico - de sua década de governo. Refletindo um pouco sobre esses títulos de nobreza da Inglaterra, fico um pouco espantado como isso permanece hoje em dia tão forte. As pessoas ainda dão muita importância aos "sirs" e aos duques e barões da atualidade. Isso me cheira à Idade Média, à pessoas que utilizam das justificativas mais horríveis - a vontade de Deus está entre elas - para estar no poder. Uma rainha nesse nosso mundo atual? Só lá mesmo. E ainda criticam nosso Brasil. Pelo menos aqui tiramos um caboclo lá do nordeste e colocamos na Presidência, e que "sifu" o resto. Nobreza por essas bandas, não.
Escrito por userID: 35121117555firstName: Vinícius às 18h16
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Anjos da Sociedade
Dois sons automaticamente despertam um frio na espinha de qualquer um ao serem ouvidos: a música do plantão da Rede Globo e a sirene de carro do Corpo de Bombeiros. Talvez seja porque ambos anunciam tragédias. O giroscópio nunca liga à toa: sempre que se põe em movimento é porque algo de ruim aconteceu nas redondezas. Mas ainda bem que temos esses homens de vermelho para atender nessas situações. O Corpo de Bombeiros representa para mim a única parte das forças armadas que tem uma utilidade relevante. São homens da paz, sempre a serviço da vida. Em vez de armas, levam água. Em vez de tiros, dão alívio àqueles que clamam por suas ações. Hoje, dia 4 de maio, "cerebramos" o Dia Internacional do Bombeiro. Essa é uma vocação daquelas difíceis, que todo mundo admira enquanto criança, mas que depois de adulto ninguém mais para pra pensar. Só temos de dar enormes parabéns a todos esses trabalhadores da salvação, anjos numa sociedade de desordem, sempre exposta a todo tipo de intempérie. Por que será que eles trabalham nisso? O que os motiva? O salário? Creio que não. O status? Muito menos. Talvez seja vocação. Muito mais que particular, mas a própria natureza do ser humano de ajudar o próximo. Onde nós guardamos nosso lado bombeiro?
Escrito por userID: 35121117555firstName: Vinícius às 18h02
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"Não podereis seguir a dois senhores"
Mais do que uma afirmação religiosa e espiritual, esse ensinamento de Jesus cabe em qualquer âmbito da vida, em qualquer época e lugar. Ligarei seu sentido hoje à "cerebração" do Dia Internacional da Liberdade de Imprensa. A mídia, desde a invenção da impressão em massa por Gutemberg, teve um papel cada vez mais importante na sociedade, chegando a ser fundamental com o renascimento da democracia, importada da Grécia Antiga. Muitos clamam por aí que a ela é o Quarto Poder, junto ao Executivo, o Legislativo e o Judiciário, no modelo democrático usado pela maioria dos países hoje. E isso é verdade, pois como nós, humildes mortais, conseguiremos acompanhar o que nossos representantes fazem por nós no "governo do povo" sem os olhos dos repórteres enxergando pelos nossos? Informar nos últimos tempos, porém, tem ganhado uma outra conotação. Vivemos a terceira Revolução Industrial, a Era da Informação. Esse produto, tão valioso, circula o mundo todo sem barreiras, num piscar de olhos. E é essa frase ("tão valioso") que estraga tudo. Controlar e deter as notícias é questão de sobrevivência nos mercados. Por isso surgiu um mercado próprio, informativo, dos grandes impérios da Mídia, que estão mais interessados no valor agregado de suas informações do que no papel ético e fundamental que elas têm na vida do mundo todo. Aí entra a frase-título. Nesse dia em que lembramos da liberdade que a imprensa tem direito a ter, pensemos se ela pode ter também liberdade para escolher entre servir ao povo ou ao dinheiro.
Escrito por userID: 35121117555firstName: Vinícius às 17h52
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A Arte da Guerra (e da vida?)
Poucos escritores (filósofos, romancistas) apareceram desvinculados da Igreja na Idade Média. Isso é motivo de crítica e de ódio por muitos até hoje, mas temos de entender que a mentalidade teocrática da época - da imensa maioria - é que fazia com que isso acontecesse. Um dos poucos a ganhar destaque, já na Baixa Idade Média, é Nicolau Maquiavel. Seu principal livro, "O Príncipe", é citado até hoje como um grande guia para a vida. Na verdade ele foi escrito como um "Manual de Instruções de como os príncipes devem guiar seus súditos". O principal objetivo de Maquiavel era contribuir na construção do grande sonho seu: ver a Itália unificada, algo que veio a se realizar só alguns séculos depois. Hoje "cerebramos" 540 anos de nascimento de Nicolau, que morreu aos 58 no seu amado país, de onde nunca saiu. Volta e meio me deparo com figuras que leram "O Príncipe" e acreditam que seus grandes ensinamentos - como o célebre "Os fins justificam os meios" - servem para várias ocasiões da vida. Essas pessoas, que geralmente são célebres pela ganância, não se dão conta que o livro foi escrito para chefes de exército, e não para cidadãos civis no seu dia-a-dia. Mais comum ainda são os seguidores do "Sun-Tzu, A Arte da Guerra", livro do mesmo estilo. Será mesmo que a vida é (ou deve ser) um contínuo conflito entre as pessoas? Talvez essa maneira de encarar os desafios, num eterno "é melhor ser temido do que ser amado", seja um dos fatores que criam a desigualdade no nosso planeta.
Escrito por userID: 35121117555firstName: Vinícius às 17h35
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