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Religião levada a sério
Muitos atribuem ao dia 2 de maio de 570 - 1439 anos atrás - a data de nascimento de Muhammad, mais conhecido como Maomé, o fundador da religião islâmica. Ele foi um dos poucos homens a mudar, sozinhos, a história do mundo. Quando se trata de religião, esse hall de pessoas fundamentais se reduz ainda mais. O Islã pode ser considerado uma continuação do judaísmo e do cristianismo, pois seu criador - por ordem do anjo Gabriel, conta a história - disse que seu objetivo era resgatar o verdadeiro objetivo dessas religiões, que havia sido perdido. Para isso, Maomé defendia que Alá (Deus) não podia se separar do Estado, da política. Foi ele quem iniciou o que viria a se tornar o Império Muçulmano, que dominou do Oriente Médio até a Península Ibérica, ruindo somente quando a disputa dos califas fragmentou os territórios conquistados. No nosso mundo ocidental, muito pouco influenciado pelas ideias do último profeta de Alá, é difícil entender o que se passa na cabeça do povo muçulmano. É complicada a compreensão de um líder como Mahmoud Ahmadinejad, presidente do Irã. Teremos a oportunidade de burlar todos os preconceitos e conhecê-los melhor a partir da quarta-feira, quando recebemos a visita do dito presidente, como informa a Revista da Semana. Toda a imprensa ocidental demoniza os preceitos de Jihad, a "guerra" consigo mesmo e com os outros - que não necesariamente vai para o confronto físico - para a conversão à palavra de Alá pela mensagem de Maomé, como se ela orientasse os atentados terroristas. Tudo bem que muitos grupos manipulam esses ensinamentos para que esse tom de violência impere (como o Taleban, que está querendo controlar o Paquistão), mas "cerebremos", neste dia sagrado para todos os muçulmanos, que o objetivo da um Estado ligado à religião é fazer com que as pessoas à sigam à risca. Pergunto se um Estado laico é realmente tão vantajoso assim e se as outras religiões ocidentais não são constantemente adulteradas por "talebans" que usam de outros meios - inclusive a mídia - para fazer homens-bomba. E lembrem-se: a religião científico-democrático-capitalista-estadunidense também possui seus "xiitas" que explodem com a vida de qualquer um que coloque-se no seu caminho rumo ao paraíso (fiscal). Todo exagero é abominável.
Escrito por userID: 35121117555firstName: Vinícius às 12h01
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A desgraça diante dos olhos
Qualquer pessoa com um pouco de localização social no planeta em que vivemos sabe que grande parte da população mundial está passando por maus bocados neste exato momento: fome, doença, guerra, e outros problemas maiores ou menores. É difícil, porém, imaginar a quanto pode chegar o sofrimento humano enquanto estamos sentados no sofá de casa assistindo ao telejornal. Mas um grupo de pessoas - jovens, principalmente - vêem com seus próprios olhos a realidade nua e crua, que se apresenta sem timidez num confronto armado: os soldados. As guerras são grandes eventos que mudam o curso da história dos locais - e até do mundo todo - quando acontecem. No campo de batalha vale tudo: não há regras de respeito um ao outro de lado algum. Quem passa por isso fica também para sempre marcado. Lembro-me então de um ótimo filme que assisti, "No Vale das Sombras", que trata do PTSD (em inglês, post-traumatic stress disorder), trauma que se instala na mente de todos os que retornaram com vida de um caos bélico. Todas as imagens de extremo sofrimento vistas por eles fazem não só brotar pesadelos em meio à noite, mas também faz com que ajam de maneira alheia à sociedade, frequentemente comentendo crimes graves por causa do stress que trazem do "battlefield". Hoje, Dia Nacional do Ex-Combatente, vamos lembrar de todos esses que muitas vezes perderam suas vidas - mesmo não tendo morrido - por motivos falhos por parte de seus comandantes, que ordenam todo um contingente de homens - vidas, portanto - como se tudo não passasse de um jogo, confortavelmente sentados em suas cadeiras de veludo.
Escrito por userID: 35121117555firstName: Vinícius às 11h26
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Todo o Renascimento numa só cabeça
Já tive outras oportunidades de falar aqui do Renascimento, revolução intelectual que marcou o fim da Idade Média e o início da construção do mundo como o vemos hoje. Vários foram os segmentos que ressurgiram com uma outra visão de mundo nessa época, baseada nas ideias da Antiguidade Greco-Romana: a filosofia, as várias artes, a pesquisa científica, a economia; e em cada uma delas uma cabeça pensante se destacou. Mas um cérebro conseguiu agrupar todas essas vertentes: o de Leonardo di ser Piero da Vinci. Hoje "cerebramos" 490 anos da morte de da Vinci, que foi pintor, escultor, arquiteto, engenheiro, matemático, fisiólogo, químico, botânico, geólogo, cartógrafo, físico, mecânico, escritor, poeta e músico. Trocando em miúdos: quer saber onde houve desenvolvimento renascentista? Olhe para a carteira de trabalho de Leonardo. Na verdade todos que viveram essa guinada cerebral entendiam de vários assuntos. Foi a partir do Iluminismo, alguns séculos depois, que a especialização ganhou espaço na ciência, com o seu lema ressuscitado pelo poeta funkeiro hoje: "cada um no seu quadrado". Aí veio a crise econômica do início do século XXI, que obrigou as empresas a demitir seus executivos especialistas, mantendo no comando aqueles que manjavam de tudo um pouco. Será mesmo que os renascentistas eram super-heróis ou foi o cérebro humano que foi sendo limitado com o passar da modernidade?
Escrito por userID: 35121117555firstName: Vinícius às 10h36
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O Senhor Oposição
Um Estado democrático é composto, invariavelmente, de um grupo que está governando, e outro, de ideias contrárias, que está na chamada "oposição", ou seja, criticando as ações daqueles que fazem, sempre dizendo que poderiam fazer melhor se estivessem no lugar deles. Isso acontece no mundo todo e faz bem para a saúde dos países, mas muitos dizem - e é real - que é muito mais fácil estar de fora dando palpite do que dentro e trabalhando. Hoje "cerebramos" o aniversário de um personagem marcante na história política do Brasil, pouco lembrado pela população: o jornalista Carlos Lacerda. Sua especialidade? Oposicionar. Começou já no dia 30 de abril de 1914, quando ele nasceu - ele faria hoje 95 anos - numa família de comunistas, oposicionistas por natureza. Sua carreira de crítico do governo começou com Getúlio Vargas, primeiro armando protestos pelo PCB, depois virando a casaca e juntando-se à UDN. Quando Vargas se elegeu democraticamente, em 1951, lá estava ele tentando achar uma brecha para algum golpe que tirasse o gaúcho de lá. Até que em 1954 Lacerda sofreu um atentado que se comprovou, pelas investigações, ter partido de homens do governo. Carlos e seus homens fizeram um tamanho rebuliço que culminou com o suicídio do Presidente, fato histórico do país. Lacerda foi "acusado" pelo fato, pois teria feito toda a pressão para que Vargas chegasse a esse ponto. Resultado: ele foi para o exílio, fugindo do povão que estava irado. Passada a Era Vargas, Carlos Lacerda e sua UDN foram contra o governo de JK, que só conseguiu se manter vivo - e construir Brasília - porque manteve a União bem calada, numa censura clara. Mas eles conseguiram tirar Juscelino do poder democraticamente, colocando o magnífico Jânio Quadros no controle. Pouco tempo depois, porém, eles mesmo viram o grande erro de colocar o "Varre, varre vassourinha" na presidência, e produziram a pressão na mídia que também gerou a renúncia de Jânio. Terceiro presidente na conta de Lacerda. Quando João Goulart assumiu, lá estava nosso Homem-Oposição presente, tentando tirá-lo e colocar no lugar o incomparável Regime Militar. Mais uma vez obteve sucesso; mais uma vez uma escolha errada. Percebendo isso de novo, ele tornou-se a oposição à Ditadura também, mas aí o tempo fechou: a UDN foi extinta e seu mandato de deputado cassado. Para finalizar, morreu de gripe - muitos dizem que foi sabotagem do serviço de inteligência militar, que teria assassinado ele, JK e Jango na mesma época. Um desfecho perfeito para aquele que nasceu para ir contra a maré. Obs.: Carlos Frederico Werneck de Lacerda morreu em 21 de maio de 1977.
Escrito por userID: 35121117555firstName: Vinícius às 10h22
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"Mulher brasileira, em primeiro lugar..."
"Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça..." Vinícius de Moraes e Tom Jobim externaram no poema "Garota de Ipanema" toda a sua admiração pela mulher brasileira. É de se confessar, que a nossa mistura de raças compôs uma beleza que não só nós reconhecemos, mas o mundo inteiro se curva diante dela. Cenário turístico brasileiro nas propagandas internacionais? Praia e carnaval, vitrines para mostrar nosso PIB, Produto Interno Belo. Mas hoje convido vocês a "cerebrar" sobre a quantas anda a beleza interior da mulher brasileira, essa sim que importa e que merece destaque maior. Para sorte das garotas de Ipanema, Copacabana e Salvador, o Brasil não é um país islâmico, por isso elas estão livres para mostrar sua beleza - imagina se fosse obrigatório o uso da burca por aqui? Agora, que a mulher brasileira viveu por muito tempo - até poucas décadas atrás - sob uma repressão masculina enorme, isso não há dúvida. Somente em 1932 elas puderam votar, e ainda não era obrigatório. Enquanto no exterior elas eram cada vez mais independentes, aqui elas continuavam presas à casa, filhos e esposo. Não quero fazer aqui nenhum movimento feminista - longe disso - só gostaria de lembrar, nesse Dia Nacional da Mulher, da pior situação que elas se sujeitavam até pouquíssimo tempo atrás (algumas até hoje): a violência física do esposo ou parceiro. Dizia Nelson Rodrigues que "toda mulher gosta de apanhar". Eu acredito que ninguém gosta. Só que essa prática era comum, feita no silêncio dos lares, como método dos cônjuges "disciplinarem" suas companheiras. Apenas em 2006 foi aprovada a Lei Maria da Penha, que melhorou o sistema de denúncia de violência doméstica no país. Mas ainda é pouco: ela continua acontecendo, principalmente da forma que causa mais estragos, a violência verbal, moral, a qual não machuca o corpo, e sim a alma. Violência nunca é útil, seja aplicada em quem for. Bater na mulher, no filho, no cachorro, no inimigo, não é questão de costume, tradição, mas falta de amor ao próximo. Pessoas que usam desse método não sabem falar, discutir, pensar. Vamos dar um basta nisso na nossa sociedade. E a você, mulher brasileira, parabéns pelo seu dia!
Escrito por userID: 35121117555firstName: Vinícius às 09h46
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Panic at the World
Grandes tragédias. Bilhões de feridos, milhões de mortos. Peste, guerra, desastres naturais. Cenários aterreadores como estes enchem o imaginário das pessoas, principalmente quando se assiste mega-produções de Hollywood que os mostram de forma tão chocante e real, ou quando se estuda história, e se vê que eles são de verdade, aconteceram - e continuam acontecendo - no nosso mundo. Toda a ciência desenvolvida pelos homens deu uma suavizada no número de grandes desastres, mas eles estão aí, nunca serão totalmente barrados. A natureza possui vontade própria, engana-se o homem quando pensa ser superior a ela. Basta então um estopim no noticiário, um alarme mais claro, a OMS citando a palavra "pandemia": pronto, o circo está formado. O caos se instala na mente das pessoas - mesmo que fora delas ele não esteja presente - e muda a rotina, cria preocupações, gera o medo. Tememos o quê? Morrer, ver pessoas morrendo, fazer parte da história como mais um grande desastre. O escolhido da vez é o México: nas humildes fazendas do interior desse país foi transmitida para o homem uma variante da Gripe Suína - sim, todos os animais têm gripe - e o pior é que ela agora se transmite de homem-para-homem. Ou seja, não é mais uma gripe suína, é humana mesmo, mas bem mais forte do que aquela que sempre nos visita no inverno. Tudo bem que a Organização Mundial de Saúde falou que o nível de preocupação é 5 em 6; que o presidente da República Mexicana recomendou a todos que fiquem em casa; que os aeroportos aumentem a rigidez com os que vem da terra da pimenta: ainda temos lembranças da Gripe Espanhola, de 1918, que afetou metade da população do mundo e matou 5% dos infectados. Mas agora nós estamos no século XXI! Pessoas usando máscaras para evitar contágio no centro de São Paulo? Amigos evitando de se cumprimentar na Arábia Saudita? O Egito sacrificando toda sua população de porcos? Ah, santa paciência. Vocês devem estar assistindo muito Steven Spielberg.
Escrito por userID: 35121117555firstName: Vinícius às 09h26
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Dando o sangue por uma paixão
Uma mesma palavra, significados tão distintos. Paixão: talvez realmente essa seja a realidade desse sentimento, a princípio tão belo mas que pode descambar por caminhos nada amigáveis. Com a ajuda do bom e velho Houaiss, o termo pode significar tanto "grande sofrimento, martírio" - vide a Paixão de Cristo -, quanto "afeto ou entusiasmo muito grande por algo ou alguém". Realmente, paixão é isso: algo tão belo, que libera os mais prazerosos hormônios na nossa corrente sanguínea, mas se não bem administrada pode ser responsável pelos instintos mais nefastos, levando à brigas, discórdias, guerras, assassinatos. Essa palavra é comum no mundo humano, desde sempre, o que atesta que as pessoas sempre viveram acorrentadas a alguém ou algo - já que as paixões sufocam e não deixam pensar em outra coisa ou de outra maneira - e não é hoje que isso vai mudar. Pode ser o cônjuge, o partido político, um ponto de vista, uma religião, ou um time de futebol; as pessoas se apaixonam com facilidade. Há exatos vinte anos atrás, no dia 29 de abril de 1989, um grupo de quatorze torcedores do Liverpool, da Inglaterra, foram condenados a prisão por uma imensa briga no estádio que levou à morte 41 pessoas. Era o ápice dos "hooligans", torcedores que, se necessário, matavam pelo time. Depois de várias medidas dos governos para punir esses grupos, eles foram enfraquecendo para hoje não serem nem considerados mais perigosos. "Cerebremos": o que leva pessoas a chegar a esse ponto - ferir e até matar outras pessoas por causa de uma paixão pelo time? Se lembrarmos de uma novela já antiga da Rede Globo - Mulheres Apaixonadas -, recordaremos daquelas que assassinavam por "amor" ao "amado". Como dizia a música de um grupo de pagode o qual não me recordo o nome: "estar apaixonado pode ser bem perigoso". Sim, com certeza pode. Manter-se lúcido com nossas preferências é a chave do equilíbrio.
Escrito por userID: 35121117555firstName: Vinícius às 09h33
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Usando o corpo - para o bem e para o mal
Todos os seres vivos possuem na fisionomia de seu corpo um desenho da sua necessidade básica: as plantas, para a fotossíntese, os guepardos, para atingir 200km/h, e por aí vai. E o homem? À primeira vista, temos uma baita cabeça, comparando-a a dos outros animais, o que deixa claro nossa maior especialidade, que é pensar. Mas é exatamente a criatividade única humana que fez alguns exemplares da espécie enxergar no próprio corpo uma forma de arte: coloca-se uma música, e uma pessoa - ou várias - faz movimentos ritmados e pré-coordenados. Surgia a dança. Belíssimo espetáculo, que devemos elogiar hoje, no Dia Internacional da Dança. Mas para "cerebrar" a dança não basta comprar tickets para o balé mais próximo da sua residência. Vamos, então, olhar no dicionário Houaiss, autoexplicador das coisas: "dançar", quer dizer "movimentar o corpo em certo ritmo, seguindo música"; mas também pode ser, na gíria brasileira "perder oportunidade, benefício, vantagem". Opa! Falou em benefício, vantagem, lembramos automaticamente de nossos queridos representantes e sua mais recente farra, a das passagens aéreas. Bobos somos nós de pensar que as medidas aprovadas ontem na Câmara - que restringiram o uso daquelas - vão mudar alguma coisa. A Folha publicou no domingo que esses "benefícios" que os deputados ganham, mais do que triplicam o salário deles. Tudo bem, sem a regalia das passagens o bônus deve reduzir uns 10%. Mas mesmo assim, eles continuam dançando alegras às nossas custas - no sentido denotativo - enquanto os brasileiros sim ficam sem seus benefícios aos quais têm direito, ou seja, "dançam" - no sentido mais conotativo e safado que a palavra pode ter.
Escrito por userID: 35121117555firstName: Vinícius às 09h10
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Um pedaço do mundo no caos
A crise econômica é o assunto que domina o noticiário local: desde o fim do ano passado assistimos todos aqueles banqueiros desesperados pois suas fortunas estão indo pelo ralo. Mas podemos ficar tranquilos porque nenhum deles está passando fome hoje. No máximo perderam o direito à lagosta e o caviar.
Toda vez que vejo a entrevista com algum especialista sobre o que é a crise mundial, o tanto que ela está afetando os países, quantos os PIBs vão cair, eu lembro daquele pedaço do mundo que vive sempre em crise, há décadas, séculos. A Folha de S.Paulo divulgou no domingo um levantamento que indica que 15% do mundo hoje passa fome. A esses sim a crise atinge em cheio, e os fazem descer abaixo do fundo do poço. No dia 27 de abril de 1961, 48 anos atrás, Serra Leoa declarava independência da Inglaterra. Foi uma decisão mais tardia quando comparada aos outros países africanos, mas tem em comum o fato de que o rompimento em nada ajudou na vida do povo, pelo contrário, somente piorou as coisas. Como muitos outros países da África Subsaariana - lá foi o caso mais grave - o país se afundou em guerras civis, constantes golpes militares: um estado de caos iminente. O povo fugia para os países vizinhos, crianças eram recrutadas para pegar em armas, milhares de pessoas tiveram seus membros decepados como "lição" para não desrespeitar as ordens de determinada facção. Olhando para esse cenário, que hoje está em parte controlado - mas Serra Leoa continua com o menor IDH do mundo, um PIB ínfimo, e a cada mil crianças que nascem, apenas 161 sobreviem - devemos "cerebrar" o que os grandes países, que vêem suas riquezas diminuindo, pensam de tudo isso. É por causa deles que a maior parte da África é o verdadeiro inferno na face da terra. É por causa dos diamantes e outras riquezas que existem no subsolo lá - que eles pagam uma miséria, e esse pouco dinheiro não chega à população, devido à corrupção e outros motivos - que aquele povo tem um sofrimento sem fim, 24h por dia. O que é a quebra do Lehman Brothers diante de tudo isso? O que é a bancarrota da GM perto da bancarrota dos 6 milhões de serra-leoninos? Podemos comparar os papéis podres que estão nos bancos estadunidenses com as vidas podres que estão em Serra Leoa? Não há comparação amigos, não há. Nem explicação.
Escrito por userID: 35121117555firstName: Vinícius às 15h27
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Um emprego subestimado
Uma dos maiores avanços da nossa sociedade atual, que mudou totalmente seus hábitos e seu cotidiano, foi a emancipação da mulher. O machismo foi deixado posteriormente de lado, e elas puderam se divorciar, trabalhar, fazer o que bem entender das suas respectivas vidas. Ainda não se chegou numa igualdade perfeita entre os sexos, mas a cada dia que passa elas estão nos empregos que antes eram só deles, e - por que não? - eles estão nos empregos que eram só delas. Mas toda essa liberdade feminina criou uma lacuna nos lares, nas famílias.
Aquela função de cuidar dos filhos, arrumar a casa, deixar tudo em ordem enquanto o maridão está pegando no batente, ficou para quem? Acertou quem respondeu "empregadas domésticas". Hoje é o dia delas, então vamos "cerebrar": estas moças - e muitas vezes rapazes - na maioria dos casos trabalham nesse ramo por pura necessidade (cá entre nós, não é muito interessante ficar lavando roupa íntima dos outros), mas de qualquer forma, esse emprego as obriga a abandonar sua vida, família e casa, para assumir outra. Muitas passam a fazer parte do lar no qual é contratada, de corpo e alma. Mas, infelizmente, ainda é comum observarmos nas casas que possuem essas profissionais, um tratamento semelhante ao dado às mucamas no período escravocrata: elas almoçam separado, não podem dar sua opinião, não podem entrar nos aposentos dos patrões; ou seja, são apenas objetos no cotidiano da família, sem sentimentos nem vontades. Nesse Dia Nacional das Empregadas Domésticas, vamos fazer um exercício de humildade e ver que elas merecem mais respeito, já que são seres humanos como nós e são peças fundamentais para a manutenção da sociedade que temos hoje. Eu tive a figura de uma segunda mãe numa empregada - foi fundamental na formação do meu caráter. Será que não estamos relegando elas a uma posição inferior a que merecem?
Escrito por userID: 35121117555firstName: Vinícius às 15h10
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O brotamento do nosso Brasil
Quer um assunto que gera discussões? Fale da colonização do nosso país. Depois de muito tempo de insensibilidade, hoje queremos voltar no tempo e dar aos índios - que foram dizimados em quase sua totalidade - as terras que tiramos deles certo dia. Mas eles não perderam só terras, perderam toda sua identidade, sua cultura, sua "way of life", como diriam os estadunidenses. Mas esse era um processo irresistível que aconteceria cedo ou tarde.
Bastara um português botar o pé numa de nossas praias que tudo mudaria, não tinha mais volta. Ou vocês acreditam que o mundo poderia ser o que é hoje - capitalista, globalizado, americanizado - e os índios estariam aqui, numa boa, preservando a natureza? E nós, na nossa imensa maioria, não somos descendentes desses índios: somos sim, filhos desses europeus que invadiram nossa terra. Hoje podemos "cerebrar" essa invasão, que nos gerou: é o Dia da Primeira Missa celebrada em solo brasileiro, dias após a chegada de Pedrinho Cabral por aqui. É um marco para o nascimento da nossa nação, como a conhecemos. Viva o Brasil Europeu!
Escrito por userID: 35121117555firstName: Vinícius às 16h27
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Um Câncer Público
No nosso dia-a-dia a gente frequentemente se esquece de dar valor às coisas básicas, que sempre nos acompanham, mas que se não estivessem aqui iam fazer uma enorme falta. Uma delas é a privacidade. Se não me engano já falei sobre esse assunto aqui, mas se o fiz, volto a fazê-lo. Pensem comigo como é bom poder chegar em casa todo dia, fechar as janelas e ninguém ver o que fazemos entre as quatro paredes? Como é importante nas nossas vidas aquele momento que quando tudo desmorona nós ficamos trancados dentro do quarto soltando lágrimas pelo ocorrido? E o fato de não termos de prestar contas a (quase) ninguém? É, realmente, a privacidade não tem preço.
Não pense que isso é uma propaganda do Master Card: é sim uma reflexão que fiz hoje sobre o caso da nossa futura presidenta Dilma Rouseff, que convocou uma entrevista coletiva ontem para avisar que fará quimioterapia para combater um câncer linfático que surgiu na axila esquerda. Na verdade o nódulo já foi retirado, mas ela vai fazer o tratamento - incrivelmente desgastante - para evitar que surjam outros semelhantes. Mas o problema não mora aí. O que fiquei pasmo é que a atual ministra da Casa Civil contou a imprensa antes de comunicar sua mãe e sua filha do ocorrido. Muitos amigos de Dilma ficaram sabendo da notícia pela TV, pelos jornais. É isso que dá você querer ser uma pessoa pública, representante dos outros mortais: você não se pertence mais, e sim pertence aos outros. Vive num eterno "Big Brother", onde todos precisam saber todos os detalhes do que acontece contigo. Eu não gostaria de estar no lugar dessas pessoas. Quero ter meus problemas e poder não contá-los para ninguém. Deus me livre!
Escrito por userID: 35121117555firstName: Vinícius às 16h18
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